Título: Big Bêbado Brasil
Autor: yurithiago
Categoria: Pessoas e blogs
Descrição: Na segunda semana de Janeiro de 2006, eu, o Candinho e o Marcelo fomos informados de que o Homero ficaria sozinho na casa dele durante uma semana, pois a família dele iria pra praia. Logo com a nossa exemplar educação, nos auto convidamos a habitar o sagrado recinto que seria palco de vingança contra a menina mais falsa que eu já conheci: a Rebeca.
Tudo começou no sábado, dia 14, antes do baile de formatura dos 3º noturnos do Colégio Academia. Naquela noite, o Candinho passou me pegar de carro pra irmos até o Big Bêbado, e de cara já levei meu computador, uma mala com roupas e um item que seria essencial para a vingança: uma cartelinha de laxante.
Você deve estar se perguntando o porquê da vingança. O motivo é simples: víamos nela o que o Homero não conseguia ver. Víamos que ela era uma falsa, vagabunda, que estava prestes a fazê-lo sofrer e a destruir o nosso grupo.
Quando eu e o Candinho chegamos lá, de cara nos deparamos com a Rebeca e a prima dela, a Camilla. O Homero e o Marcelo já estavam na casa. Sem perder tempo, eu, o Candinho e o Marcelo corremos pra cozinha fazer uns drinks "adulterados" para as visitas. A indicação escrita na cartela do laxante era de dois comprimidos para intestino normal e três para rebelde. Pusemos cinco. Queríamos vê-la se cagando pelo baile.
Chegando ao baile, eu contei a história para a Biazinha e para a Gabriela Volpato, e pedi que ficassem de olho nela. Não deu outra. Lá pras três da manhã, a Rebeca falava pro Homero que ia dar uma volta, e ela entrava toda arrepiada no banheiro. Saía depois de 10 minutos com uma rodela de suor nas costas. Depois disso, só festa. Missão cumprida.
Já nos próximos dias, tínhamos que nos virar com comida. Fazíamos comida todo dia. O cardápio era pizza, macarrão, lanche, batata frita, bolinho de chuva, gelatina, entre outras coisas. Íamos dormir todo dia às 6 da manhã e só levantávamos às 2 da tarde. Passávamos a noite toda falando palavrões, bebendo, gritando, tocando violão e ficando na internet. Bebida era o que não faltava. Ficávamos bêbados todos os dias. Quando eu ficava de fogo eu vomitava, o Homero chorava, pois queria ser o Travis e o Candinho e Marcelo dormiam.
Eram comuns os comentários sobre as mães. A Terezoca, mãe do Candinho, era a motoqueira que andava de Harley usando um capacete-coquinho, com os peitos de fora e com um papagaio trepado no ombro. A Olívia, mãe do Homero, era a prostituta de casa de sucos e balizeira de carreta, cuja manobra era feita sem camiseta, deixando os peitos a amostra e só com uma redinha na cabeça. A Mari, mãe do Marcelo era a perfumeira e a Luisa, minha mãe, era a fritadora de bolinhos.
Era muito comum ouvir expressões do tipo "hoje no pornô teremos a gostosa da Gretchen, aquela bunduda", "casa do caralho", "castelo de Grescow" e "propriedade do governo: vendemos sorvetes", pois estávamos muito viciados no Batiman redublado. Também era muito comum ouvir Women In Uniform do Iron Maiden, uma música que eu e o Homero estávamos viciados, e a rainha da música pop de cozinha, Marli. Também assistíamos a muitos filmes pornôs, num volume bem alto, pois o computador ficava do lado duma janela que dava pra casa da vizinha. Na quinta-feira, o nosso sono foi perturbado graças às dezenas de ligações que recebíamos na casa, e graças também ao Candinho que deixou o celular despertando.
Durante todos esses dias, fotos foram tiradas e vídeos foram gravados, e a partir deles, eu montei dois clipes com os melhores momentos do Big Bêbado. O primeiro vídeo mostra todas as fotos e as melhores cenas dos vídeos. Também mostra o confessionário, onde nós fazíamos nossas reclamações.
Duração: 4:39
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